Visitando o interior

Passeámos por Silves e Monchique em busca de história, cultura e bonitas paisagens rurais.

O VILA VITA Parc pode ter uma localização privilegiada, mesmo em cima de uma falésia com vista para o mar, mas uma curta viagem até ao interior do Algarve dá a conhecer aos visitantes um pouco do passado da região, bem como as bonitas paisagens rurais algarvias. Fomos à descoberta da cidade histórica de Silves e da espetacular beleza natural de Monchique, conforme sugere o guia “Algarve 10+1 – Authentic Experiences”, criado pela equipa do VILA VITA Parc em colaboração com a associação Almargem. Este guia simples e bem ilustrado engloba dez destinos, cada um com dez recomendações de programas a seguir e locais a visitar, sendo que o destino “+1” é a propriedade de turismo rural da própria VILA VITA no Alentejo, a Herdade dos Grous.

Os hóspedes da VILA VITA necessitam somente de pedir o referido guia na receção e podem optar pelo aluguer de um automóvel. No entanto, o resort introduziu em Junho de 2014 o VILA VITA Tourservice, um serviço exclusivo e personalizado de passeios e excursões rumo à descoberta da cultura única do Algarve mais profundo e secreto, com a sua deliciosa gastronomia e os seus cenários de cortar a respiração. É possível escolher entre passeios de meio ou um dia, e cada viagem é feita à medida e vontade dos hóspedes, sem horários préestabelecidos e de acordo com as suas preferências. “A minha função é proporcionar aos nossos clientes um dia inesquecível”, diz Paulo Santos, o guia da VILA VITA, que, para além de narrar história e factos de cada destino, também assegura o serviço de transporte da mais alta qualidade no conforto de um veículo de luxo.  Neste passeio, fomos para o interior em direção à cidade histórica de Silves (número 3 no guia), uma localização encantadora à beira do rio Arade, outrora a capital árabe do Algarve. Habitada desde o período Paleolítico e, segundo a crença, fundada pelos romanos, Silves está imbuída de uma herança histórica rica que se sente ao virar de cada esquina e em particular, no seu famoso Castelo de Silves. O castelo é a primeira paragem recomendada no guia e ergue-se há quase mil anos no ponto mais alto da cidade. É um belo e típico exemplo da arquitetura militar islâmica cuja construção se situa no período da ocupação árabe do século XI, com uma área de 12 mil metros quadrados e com estruturas notáveis, como a Aljibe (uma cisterna árabe) e a Cisterna dos Cães, um antigo poço de cobre do período romano com uma profundidade de cerca de 70 metros. Tendo passado por importantes restaurações ao longo dos séculos, foi considerado um Monumento Nacional em 1910, sendo atualmente o segundo mais visitado do Algarve (a seguir à Fortaleza de Sagres).

Enquanto grande parte da cidade é uma testemunha viva da sua história – desde o Museu de Arqueologia e Centro Cultural Islâmico e Mediterrânico até à Ponte Romana e as muralhas da cidade – um outro grande símbolo do seu legado é a Sé Catedral, o melhor exemplo de arquitetura Gótica no Algarve. Apesar das origens deste também classificado Monumento Nacional serem desconhecidas, existem documentos que sugerem a sua reconstrução sobre uma mesquita quando os cristãos conquistaram Silves aos mouros. Também a natureza tem um papel proeminente nesta zona – podendo-se caminhar ou pedalar parte da Via Algarviana ou observar uma grande variedade de aves aquáticas na Lagoa dos Salgados.

Algumas das paisagens mais bonitas en - contram-se perto da Serra de Monchique. Rica em artesanato e deliciosos produtos tradicionais, como o mel, enchidos e a famosa aguardente de medronho, a encantadora vila de Monchique transmite-nos um pouco do Algarve de outros tempos e fica aninhada entre florestas da serra homónima. O artesanato tradicional prospera aqui, assumindo a sua forma em cestos de verga, cerâmica, olaria e até bonitas cadeiras “tesoura”. A Villa Termal das Caldas de Monchique, um spa resort cujas fontes termais se tornaram conhecidas desde os tempos romanos pelas suas propriedades curativas. Muito da sua arquitetura remonta ao século XIX, e, hoje em dia, a praça principal – à sombra das árvores e revestida com pedra da calçada – é rodeada por um hotel e dá acesso ao parque termal mais abaixo, no vale. O ambiente é de calma e tranquilidade, principalmente graças ao parque florestado que se ergue colina acima, com árvores centenárias, um rio a correr e mesas de piquenique aqui e ali.

A natureza é o cartão-de-visita desta zona e, ao subir-se a serra, é impossível não admirar esta paisagem privilegiada que torna a serra tão convidativa. Existem vários trilhos e percursos pedestres, desde Monchique até à tradicional aldeia de Marmelete, ou de bicicleta ao longo da Via Algarviana. A paisagem também é caracterizada pela presença de sienito, uma rocha ígnea que só se comida é da mais reconfortante que encontrará na região. Um destino a não perder é a encantadora encontra em Monchique, e por sobreiros antigos e socalcos agrícolas, tornando-a num local popular para piqueniques. Aqueles dispostos a percorrer as estradas ventosas até ao ponto mais alto do Algarve serão recompensados com vistas únicas e impressionantes: com 902 metros, a Fóia presenteianos com uma vista panorâmica de toda a região, quer da serra, quer da costa, mais abaixo.

“Durante o passeio, para além de se conhecerem alguns dos sítios mais bonitos do Algarve, há também várias surpresas gastronómicas, tais como um almoço típico em Monchique e provas de produtos locais, como doces e licores”, diz o guia Paulo Santos. “Vai-se conversando acerca das origens dos locais que visitamos, suas influências históricas, a gastronomia tradicional e economia local. E apesar de providenciarmos um serviço em clima descontraído, nada é deixado ao acaso.”